No chão a certeza do caminhar.
Andar de braços abertos esperando o vento na contramão.
Nas costas a mochila com suas lembranças.
A água que cai molhando o caminho não faz recuar.
Nem mesmo A febre dos tempos difíceis intimida a jornada.
Porque não há nada que faça valer a pena ficar inerte.
Não com tanto chão pela frente.
E no caminho, ficam os fracos que desistiram de caminhar.
E eles olham com dificuldade para a jornada dos que seguem,
E comentam entre si: "Não vamos conseguir".
Talvez não consiga. Mas há a certeza de que, se não conseguir chegar,
Há de valer a pena ao menos, o caminhar.